ESCREVER ALTO

ESCREVER ALTO

Carlos Calvet (rip)
(1928-2014)
Abr 22

Carlos Calvet (rip)

(1928-2014)

Abr 21

Ahhhhhh - do album  How can We be joyful in a World Full of Knowledge

Bruno Pernadas 

"It’s got something to do with love. With having the discipline to talk out of the part of yourself that can love, instead of the part that just wants to be loved. I know this doesn’t sound hip at all." 

Abr 21
leitura#526

"Quem encontrou para si mesmo um ponto de vista mais alto do que sua existência externa pode, em momentos isolados, afastar o mundo de si. Do mesmo modo, aqueles que ainda não se encontraram são, como que por magia, inseridos no mundo apenas em momentos isolados, para que eventualmente possam encontrar a si mesmos."

Abr 21
leitura#525
Cartaz Cannes 2014
Abr 18

Cartaz Cannes 2014

"O primeiro livro seu que me veio às mãos foi Ninguém escreve ao Coronel, logo a seguir Cem Anos de Solidão e o choque que me causou foi tal que tive de parar de ler ao fim de cinquenta páginas. Necessitava pôr alguma ordem na cabeça, alguma disciplina no coração, e, sobretudo, aprender a manejar a bússola com que tinha a esperança de orientar-me nas veredas do mundo novo que se apresentava aos meus olhos. Na minha vida de leitor foram pouquíssimas as ocasiões em que uma experiência como esta se produziu. Se a palavra traumatismo pudesse ter um significado positivo, de bom grado a aplicaria ao caso. Mas, já que foi escrita, aí a deixo ficar. Espero que se entenda.»

Abr 18
leitura#524
Fotografia de Sérgio Guimarães
- 25 de Abril de 1974, ano da revolução dos cravos, fim da ditadura em Portugal.
Abr 17

Fotografia de Sérgio Guimarães

- 25 de Abril de 1974, ano da revolução dos cravos, fim da ditadura em Portugal.

"O poema ensina a cair sobre os vários solos desde perder o chão repentino sob os pés como se perde os sentidos numa queda de amor, ao encontro do cabo onde a terra abate e a fecunda ausência excede até à queda vinda da lenta volúptia de cair, quando a face atinge o solo numa curva delgada subtil uma vénia a ninguém de especial ou especialmente a nós uma homenagem póstuma.”

Abr 17
leitura#523

Mas o tempo… como o tempo primeiro nos prende e depois nos confunde. Nós achamos que estávamos a ser maduros quando só estávamos a ser prudentes. Nós imaginamos que estávamos a ser responsáveis, mas estávamos apenas a ser covardes. O que chamamos de realismo era apenas uma forma de evitar as coisas em vez de as encarar. O tempo… dá-nos tempo suficiente para que nossas decisões mais fundamentadas pareçam hesitações, as nossas certezas, meros caprichos.”

Abr 15
leitura#522

"No país da magia o pensamento difere totalmente do nosso. O pensamento chega, forma-se, faz-se nítido e assim mesmo afasta-se. Eu sentia a diferença muito bem. Estas espécies de presenças esparsas, estas vagas e contraditórias ideias que, permanentemente e sem proveito para os outros nem para nós, aqui na Europa atravessam a nossa cabeça, são larvas que lá se não vêem: foi construída a grande barragem que cerca os países deles. Só uns tantos pensamentos raros e fortemente veiculados de magos e ascetas hindus moribundos também, conseguem atravessá-la, e apesar disso por muito pouco tempo.”

Abr 14
leitura#521